segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Nós"

Muitos anos depois, em uma entrega de prêmios..


-Meu Deus, quanto tempo! Como vc está? - Diz ela.
-Estou ótimo! E vc?
-Estou bem também...
-É, então você conseguiu.. Seu grande sonho.
-Verdade! Eu não disse que conseguia? Sou uma grande jornalista hoje.
-Eu sei, qualquer coisa que eu leia, vejo seu nome.
-São as grandes matérias, hahaha. E você também conseguiu..
-É, comprei as ações da Petrobrás.
-Fiquei sabendo! Parabéns, agora você está entre os "10 mais" do Brasil
-Estou, sinceramente, orgulhoso de nós.
-Em pensar que na época no colégio a gente ainda duvidava..
-Verdade, e o resto do pessoal? Sabe de alguém?
-Nada demais, alguns se deram bem, outros não.. Acontece.
-Imagino.. E você? A vida, o amor.. Já tem família? 
-Não, passei muito tempo focada na minha carreira. E você? Já está casado?
-Hahaha, não levo muito jeito com mulheres.. Você sabe disso!
-Ah, que isso! Hahahaha. Não digo nada.


(Ela não queria dizer nada, mas pensava. Um turbilhão de coisas vinham na sua mente. O primeiro beijo deles, como eles fizeram juras de que o amor deles seria pra sempre. Maldita distância, sempre estragava tudo. Na verdade, ela nunca se esqueceu. Queria dizer, mas não conseguia fazer sair de dentro dela. Tinha medo do que ele fosse pensar, tinha mais medo ainda de estragar aquele momento.  Afinal, ele, dono de uma das maiores empresas do Brasil e ela, grande jornalista, muito renomada. Só que, mais uma vez, ela não chegava aos pés de tudo o que ele era. Ela não sabia como ele conseguia, só sabia que era puro esforço próprio, isso a encantava. Quase tanto quanto seu sorrisso. Aquele sorriso.)


-Senti sua falta -disse ele.
-(...) 
-Não vai dizer nada?
- Eu também senti. E muito. - disse ela.
-Queria que as coisas tivessem sido diferentes pra gente, foi tudo tão corrido.
-Eu sempre te disse isso, no momento que eu te conheci melhor, soube que você seria a melhor coisas que ia acontecer na minha vida. Mas nunca duvidei que o destino iria nos pregar uma peça..
-Verdade, você sempre dizia.. e eu ficava com tanta raiva
(Ele faz aquela voz amena, aquele sorrisso doce. Aquele sorrisso,)
-Pois é, maldito destino! Eu poderia ter te conhecido em outra vida, onde nao houvesse tanta discórdia, tantos problemas, tanta coisa.. Ou poderia ter te conhecido hoje.
-Será que seria a mesma coisa? Apesar de serem lembranças, ainda são tão doces. Eu não trocaria nada desse mundo por elas.
-Nem para ter lembranças novas?
-Por que preciso apagar as antigas? As novas poderiam ficar ao lado delas, eu dou conta.
-Ficaria muito feliz.
-Que tal um jantar?
-Claro! Um jantar..
-Mas me promete uma coisa?
-O que?
-Tudo o que dissermos, temos que cumprir.
-O que eu disse que não cumpri?
-Disse que iria passar a vida inteira ao meu lado.
-Pra mim, a vida tá começando nesse exato momento.


(Eles saíram nas duas noites seguintes. Namoraram dois meses. Casaram. E o "maldito destino" pregou outra peça neles..)

2 comentários:

  1. O medo estraga as boas intenções. Teria sido o destino a pregar a peça ou a falta de iniciativa " deles " ?

    Obrigada pela visita.
    beijão

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  2. Hmm tem continuação??

    Ah eu adoro os reencontros! Sou romântica assumida, e por mais que eu tente não consigo deixar de viver esse lado. O poder de mudar. O tempo nos faz amadurecer e qts chances perdemos por não estar "maduros"...

    Obrigada pela visita, tb adorei o seu cantinho e vou add para poder ler as outras histórias.. bjs

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